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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Treino de Bíceps para Iniciantes

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O Músculo Bíceps Braquial (temos outros bíceps no nosso corpo), é sem dúvidas um dos músculos mais conhecidos e mais visados pelos praticantes de musculação, e até mesmo quem ainda não treina. Um bíceps forte, grande e bem definido é um como um símbolo de status, seja entre praticantes de musculação, entre amigos e até mesmo entre crianças e adolescentes, que contraem seus bíceps para mostrar sua “força”.
O termo “bíceps” refere-se a “duas cabeças”, ou duas porções (cabeça longa e cabeça curta). Os principais movimentos articulares realizados por esse músculo são a flexão de ombro, supinação do antebraço e a flexão de cotovelo, este último é utilizado como principal movimento nos treinos de bíceps.
Agora que você já conheceu um pouco melhor este tão famoso músculo, é hora de começar a treinar. Confira abaixo um exemplo de treinos programados para as suas primeiras 12 semanas:

1ª e 2ª semana (Utilize cargas moderadas, vá com calma no início).
  • Bíceps direto com barra reta e pegada supinada (palma das mãos para cima): 1 a 2 X de 12 a 15 repetições;
  • Bíceps alternado com halter: 1 a 2 X 12 a 15 repetições;
3ª a 5ª Semana (Aumentamos o volume de treino. Tente manter a carga moderada)
  • Bíceps direto com barra reta e pegada supinada (palma das mãos para cima): 2 a 3 X  de 12 a 15 repetições;
  • Bíceps alternado com halter: 2 a 3 X 12 a 15 repetições;
6ª a 9ª Semana (Mantenha a mesma série, mas gora tente aumentar gradativamente as cargas, sem exageros)
  • Realize as 3 séries, provavelmente você já deve ter ganhado mais força e confiança, e sua execução do movimento deve estar mais refinada.
10ª a 12ª Semana (Tente aumentar um pouco mais as cargas, mas respeite seus limites)
  • Bíceps direto com barra reta e pegada supinada (palma das mãos para cima): 3 X  de 10 a 12 repetições;
  • Bíceps Concentrado com halter: 3 X 08 a 10 repetições;

Realize esses treinos em dias alternados, ou seja, dia sim, dia não, ou conforme orientação de seu professor ou personal trainer. O processo de hipertrofia ocorre no descanso então, se o descanso não for suficiente, isso prejudicará significativamente seus ganhos de massa muscular.
Esse treino é indicado para iniciantes. Pode parecer pouco, mas para quem está começando ou está muito tempo afastado da musculação é mais que o suficiente. Você irá notar que sua força vai aumentar bastante comparada ao início do treinamento. Explicarei isso melhor nos próximos posts. O processo de hipertrofia não é imediato, então vá com calma. Como eu disse, hipertrofia é um processo, ou seja, deve-se respeitar um tempo para que ocorra, e vai depender não só do seu treinamento, mas da sua alimentação, descanso, fatores genéticos, e claro, sua dedicação, juntamente com acompanhamento de um profissional de Educação Física.
Vale ressaltar que existem exercícios que trabalham mais de uma articulação e consequentemente há diversos outros músculos envolvidos. O bíceps braquial é solicitado nos movimentos de puxar, como as puxadas e remadas, para os músculos das costas. Portanto é importante configurar seus programas de treinamento de forma correta e somente um profissional de Educação Física é apto para isso. Antes de realizar o treino acima ou qualquer outro, peça orientação para o seu professor da academia ou personal trainer.



Bom Treino de Bíceps e até a próxima!!!


Referências:
DANGELO, J.C.; FATTINI, C.A. Anatomia humana sistêmica e segmentar. Ed. Atheneu, 2ª Edição, São Paulo, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto e Belo Horizonte. 2005;McARDLE, W. Katch, W. Katch. Fisiologia do Exercício. Energia, Nutrição e Desempenho Humano. 7ª Edição. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2011;HAMILL, J.; KNUTZEN, K.M. Bases biomecânicas do movimento humano. 2ª edição, São Paulo: Manole, 2008.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O que comer antes e depois dos treinos ?


O que comer antes e após o treino de musculação?

Sem dúvida, todas as refeições que compõem o programa alimentar de um atleta e/ou esportista são importantes, mas neste artigo vamos discutir a alimentação em dois momentos cruciais para o praticante de musculação: antes e após o treinamento.


Antes do treino, deve-se garantir uma refeição que o mantenha em estado anabólico durante o exercício, além de proporcionar um ótimo rendimento. Já, após o treino, o principal é garantir uma ótima recuperação do organismo. Muitas pessoas ainda acham que o crescimento muscular ocorre exatamente no momento do exercício, mas, na verdade, a maior parte do processo de hipertrofia acontece durante o período de descanso. O stress causado durante o treinamento pelas sobrecargas metabólicas e tensionais, provoca microlesões nos músculos envolvidos. Para ocorrer a hipertrofia, essas microlesões devem ser adequadamente reparadas num patamar superior ao anterior. Portanto, a fase de recuperação é fundamental para o desenvolvimento muscular. Se o indivíduo não estiver completamente recuperado, a musculatura responderá de maneira negativa, dificultando a hipertrofia. Nesse processo recuperativo, o descanso e uma ótima nutrição são fatores cruciais.

Refeição antes do treinamento

É conveniente realizar uma refeição sólida em torno de 60 a 90 minutos antes do treinamento. Este período é bem variável, pois enquanto algumas pessoas podem apresentar um ótimo rendimento realizando uma alimentação sólida apenas 30 minutos antes do exercício, para outras essa prática pode ser desastrosa. Portanto, a individualidade sempre deverá ser respeitada. Essa refeição deveria conter uma quantidade adequada de carboidratos complexos e proteínas, além de ser reduzida em fibras, frutose e gorduras. Nesse momento, uma refeição com a quantidade adequada de carboidratos aumenta de forma significativa o conteúdo de glicogênio nos músculos e no fígado, constituindo um importante fator para melhorar o desempenho.

Essa conduta tem por objetivo:

- Reduzir o catabolismo induzido pelo exercício (maior liberação insulínica e maior síntese de glicogênio);
- Garantir maior disponibilidade de aminoácidos para os músculos;
- Prevenir a hipoglicemia e os sintomas a ela relacionados;
- Fornecer energia para o trabalho muscular durante o treinamento;
- Evitar o estado de fome e o desconforto gastrintestinal durante o exercício;
- Proporcionar um correto aporte hídrico, garantindo que o indivíduo inicie o exercício num estado completamente hidratado.

Exemplos de refeições pré-treino

Os exemplos de refeições foram divididos em níveis: iniciante, intermediário e avançado. No nível avançado, podemos incluir pessoas com um expressivo desenvolvimento muscular, tais como os bodybuilders.

Nível iniciante:

- Pão branco com geléia de frutas, acompanhado de iogurte de frutas light e uma fruta;
- Extrato solúvel de soja light batido com uma fruta e aveia em flocos.

Nível intermediário:

- Pão branco com queijo branco magro, acompanhado de iogurte de frutas light e uma fruta;
- Iogurte de frutas light com cereal sem açúcar e uma fruta.

Nível avançado:

- Batata doce/mandioca cozida acompanhada de peito de frango;
- Panqueca de aveia em flocos com claras de ovos e uma banana.

Logicamente, as quantidades não foram especificadas devido as grandes variações individuais. Além disso, devemos lembrar que as opções acima são apenas sugestões, devendo-se sempre respeitar os hábitos, preferências, alergias, aversões e intolerâncias alimentares de cada um. No período entre essa refeição e o treinamento (60 – 90 minutos) deve-se garantir um aporte hídrico entre 500 ml e 1000 ml.

Para os que estão em um nível intermediário ou avançado de treinamento, a inclusão de uma suplementação, entre 15 e 30 minutos, antes do treino pode ser de grande valia. Nesse período, a suplementação é preferível à alimentação sólida, pois causará um rápido esvaziamento gástrico, evitando qualquer tipo de desconforto.

Exemplos de suplementação logo antes do treino

Nível intermediário:

- Maltodextrina
- Whey protein

Nível avançado:

- Maltodextrina
- Whey protein
- BCAAs
- Glutamina

No nível intermediário, o uso de maltodextrina acompanhado de uma pequena quantidade de whey protein proporcionaria um melhor rendimento associado a um aumento na síntese protéica. Já no nível avançado, devido à alta intensidade do treinamento, além de maltodextrina e whey protein, o uso de BCAAs e glutamina parece ser interessante. Ainda para os indivíduos em nível avançado, a inclusão de outros suplementos, tais como o HMB em determinados períodos também pode ser útil. O uso de vitaminas do complexo B é recomendado em alguns casos, dependendo da ingestão de carboidratos da dieta, já que essas vitaminas atuam como coenzimas do metabolismo energético. Portanto, a ingestão de vitaminas do complexo B está diretamente relacionada ao teor de carboidratos na dieta.

Durante o treinamento

Em atividades com menos de uma hora de duração, a suplementação com carboidratos não é necessária. Garantir um ótimo aporte hídrico já seria suficiente. No entanto, para atividades com duração superior a 60 minutos, o uso de um repositor de carboidratos é necessário, sendo que em atividades com duração superior a 90 minutos o repositor deveria conter eletrólitos. Algumas pessoas engajadas em um treinamento com pesos de alta intensidade observam um melhor rendimento com o uso de maltodextrina durante o treino; outras já não observam essa melhora. Neste caso, a experiência de cada um auxiliará na escolha, sempre respeitando a temperatura (em torno de 16ºC) e a concentração da solução – que deverá estar entre 6 e 8%, visando um rápido esvaziamento gástrico.

Refeição após o treinamento

Imediatamente após o treinamento, é interessante realizar uma refeição o quanto antes, para auxiliar no processo de recuperação e evitar o catabolismo. Essa prática promoverá melhor perfil hormonal anabólico, diminuição da degradação protéica miofibrilar e rápida ressíntese de glicogênio. A fim de garantir maior praticidade, o uso de suplementos, nesse caso, é bem interessante, pois além da dificuldade de transporte, observa-se em treinamentos mais intensos, o que é conhecido como anorexia pós-esforço, dificultando o processo alimentar.

Imediatamente após o exercício, os músculos que estavam ativos se preparam para restabelecer a energia gasta e maximizar a entrada de nutrientes. Esse é o estado em que o corpo se encontra mais receptivo à absorção e ao armazenamento de energia. Durante o treino, ocorre uma diminuição natural na insulina circulante, sendo que, por meio da ação de receptores específicos, a glicose entra nas células sem depender de insulina nesse momento. Este fenômeno é conhecido como período insulino-independente, com duração de uma a duas horas após a atividade física. Quando se ingere um alimento na fase insulino-independente, os nutrientes entrarão nas células mais rapidamente, proporcionando uma ótima absorção.

Exemplos de suplementação logo após o treino

Nível intermediário:

- Maltodextrina
- Dextrose
- Whey protein

Nível avançado:

- Maltodextrina
- Dextrose
- Whey protein
- BCAAs
- Glutamina
- Nutrientes antioxidantes
- HMB

Nesse período recomenda-se o uso de um shake contendo proteínas de rápida absorção (whey protein), além de uma mistura de carboidratos com alto índice glicêmico (dextrose e maltodextrina). Esses valores são variáveis de acordo com cada indivíduo, mas como parâmetro, em torno de 1 grama de carboidratos por kg de peso corporal (50% maltodextrina e 50% dextrose) e 0,5 gramas de proteínas hidrolisadas por kg de peso corporal parece ser o suficiente para garantir uma ótima ressíntese de glicogênio, uma excelente liberação do hormônio anabólico insulina, otimizar a síntese protéica e interromper a proteólise. Em nível avançado, pode-se ainda enriquecer essa solução com BCAAs, glutamina e HMB, dependendo de sua disponibilidade financeira.

Antioxidantes são substâncias capazes, mesmo em concentrações relativamente baixas, de retardar ou inibir o processo oxidativo. Podem agir bloqueando a formação de radicais livres ou interagindo com eles, tornando-os inativos. Estudos demonstram que o trabalho muscular intenso gera maiores quantidades de radicais livres de oxigênio, os quais, se não forem devidamente neutralizados, podem iniciar um processo deletério nas células e tecidos, chamado estresse oxidativo. Este pode levar à destruição de lipídios, proteínas e ácidos nucléicos, causando diminuição do rendimento físico, fadiga muscular, estresse muscular e overtraining. Como exemplos de nutrientes antioxidantes, podemos citar a vitamina C e a vitamina E.

Tanto antes, quanto após o treino, os indivíduos em nível inicial de treinamento não necessitam fazer qualquer tipo de suplementação, salvo alguma orientação em um caso específico.

Após um período de no máximo 60 minutos, é interessante realizar uma refeição contendo uma boa quantidade de proteínas de alto valor biológico, carboidratos complexos, e restrita ao máximo em gorduras. Nesse momento, os níveis sangüíneos do hormônio anabólico insulina encontram-se elevados (devido ao shake ingerido alguns minutos antes), o que propicia uma ótima absorção dos nutrientes ingeridos.

Exemplos de refeições pós-treinamento

Nível iniciante:

Arroz e feijão, acompanhado de carne vermelha magra, legumes e verduras.
Pão branco com patê de atum light com requeijão light e suco natural de frutas
Nível intermediário:

Arroz e feijão, acompanhado de peito de frango, legumes e verduras.
Extrato solúvel de soja light, batido com fruta e aveia em flocos, acompanhando pão branco com patê de peito de frango desfiado com requeijão light

Nível avançado:

Batata inglesa acompanhada de peito de frango, legumes e verduras
Arroz branco acompanhado de peixe, legumes e verduras.

O presente artigo teve por objetivo principal identificar a importância de uma nutrição adequada para o sucesso do treinamento com pesos, particularmente nos horários antes e após o treinamento. Espero que as dicas apresentadas auxiliem aqueles que buscam objetivos sólidos com a musculação. Lembre-se: antes de iniciar qualquer dieta, consulte um profissional habilitado em nutrição esportiva. Só ele poderá elaborar um programa alimentar de acordo com suas necessidades.

Fonte: http://www.rodolfoperes.com.br

O Milagre da suplementação


Bom, resolvi fazer esse artigo porque eu não consigo me conformar como as pessoas gastam mal o seu dinheiro com suplementação importada (simplesmente por ser importada) inútil.


Eu não sei por que isso continua acontecendo mais e mais vezes, é só lançar um produto novo que todo mundo vai comprar sem nem ler o rotulo do produto e ver as informações nutricionais do produto e nem os ingredientes utilizados para formular o composto. Chega a ser ridículo o quanto o marketing pode influenciar as pessoas: coloque um nome bonitinho, um rótulo colorido e PRONTO, você acaba de lançar o novo suplemento líder no mercado.

Para se aproveitar ainda mais da situação as indústrias utilizam a nomenclatura científica de certos compostos para causar um impacto maior no consumidor desavisado como, por exemplo, ascorbic acid (vitamina C), cholecalciferol (vitamina D), glucose polymers (maltodextrina na maioria das vezes) entre outros.

Ainda para agravar e se aproveitar mais da situação existe o “proprietary blend”, ou seja, os ingredientes que juntos determinam X característica do suplemento. O “proprietary blend” não é de todo mal, mas ele ajuda a confundir ainda mais o consumidor do produto, normalmente ele serve para duas coisas:
• Impedir que o concorrente saiba qual a quantidade e proporção exata entre os ingredientes e evitar que a formula seja assim copiada;
• Ocultar que os ingredientes ativos citados na formula são de pequena proporção no frasco/dose indicada, na tentativa de enganar os consumidores;

Infelizmente na maioria das vezes o motivo realmente é a segunda opção, o mercado suplementar é algo que tem relativamente um custo muito baixo na produção e um lucro exorbitante, ninguém a não ser o fabricante sabe ao certo qual a proporção exata dos ingredientes, mas por lei é necessário listá-los de uma forma que o ingrediente de maior quantidade apareça primeiro e assim por diante.

Quando você começar a reparar nesses detalhes irá perceber que alguns suplementos possuem blends de 20g e em sua composição existem 50g ingredientes, o que provavelmente irá tornar grande parte dos compostos inúteis em uma determinada concentração assim entra outro problema, a subdosagem dos produtos ou superdosagem de coisas inúteis. Poucas pessoas possuem tempo para pesquisar qual a dosagem efetiva de um composto ou se esse composto realmente serve para praticantes de atividade física, então para “facilitar” a vida dos consumidores os próprios fabricantes disponibilizam estudos, esses normalmente feitos em ratos ou pessoas doentes ou com queimaduras ou febre amarela e sei la o que mais inventam. Os estudos devem ser feitos com praticantes de esporte SIM (no caso o que você praticar e for do seu devido interesse).

Para ajudar nós consumidores a ISSN (International Society of Sports Nutrition) lançou uma lista com os suplementos que tem ação comprovada e uso recomendado por ela.

Pressão Arterial...

O que é Pressão Arterial?

hipertensão pressão altaQuando seu coração bate, impulsiona o sangue das artérias, criando pressão nelas. Isto é o que faz mover o sangue através do corpo.
De acordo com o National Heart Lung and Blood Institute (NHLBI, sigla em Inglês), provavelmente a maioria de nós tivemos a nossa pressão arterialmedida por um esfigmomanômetro(sphygmomanometer).
Basicamente, podemos medir a pressão com este dispositivo para parar o fluxo de sangue na artéria do braço por alguns segundos. Ao abrir a válvula, o ar é liberado e o sangue começa a fluir novamente. O som do fluxo de sangue através da artéria é ouvido através do estetoscópio.
O primeiro som ouvido e registrado no medidor de pressão ou coluna de mercúrio é chamado pressão arterial sistólica. Essa é a pressão máxima na artéria produzido quando o coração se contrai e o sangue começa a fluir novamente. O último som ouvido quando mais ar é liberado do manguito é a pressão arterial diastólica Esta é a menor pressão que permanece dentro da artéria, quando o coração descansa. As duas leituras são dadas, uma (sistólica) sobre a outra (diastólica) em milímetros (mm) de mercúrio (Hg), tais como 120/80 mmHg.